quarta-feira, junho 27, 2007

Postura na vida

A postura que temos
Diante das situações
Que encontramos
Por toda a vida
Define como nos colocamos
Frente aos desafios dela
Se sabemos ou não encará-los
Por nós mesmos
Ou precisamos envolver
O mundo neles
Para tentar resolver ou maquear
cada um tem os seus problemas e desafios
Não adianta fugir
Tem que encarar
E tentar não envolver
Mais gente do que se deve
Deve-se respeitar o outro
Cada um tem seus desafios
E estes não pertencem a mais ninguém.
SE VIRA MALANDRO!!!

quinta-feira, maio 24, 2007

Em busca de um convívio mais harmônico

Ninguém disse que a relação entre duas pessoas é fácil. Amigos, namorados, ficantes, amantes, familiares, nada é sempre fácil. A ousadia de relacionar-se faz por merecer prêmios àqueles que conseguem conviver e sobreviver às dificuldades de estar ao lado de pessoas. Saber que você não é único no mundo é uma dificuldade real. Mas, são poucos aqueles que reconhecem essas dificuldades. E sabe o quê? Ter consciência das dificuldades, é o primeiro passo para a transformação. Refletindo sobre o assunto me dei conta de algumas coisas que considero básicas para lidar com uma pessoa que não seja eu.
Pessoas são diferentes, não há um único ser totalmente igual ao outro.
As cabeças das pessoas, geralmente, são diferentes. Não dá para querer que o outro pense igual a mim.
Devo respeitar a cultura, educação e hábito do outro para estabelecer uma convivência harmônica.
As pessoas têm idéias e conceitos diferentes e gostam de falar isso.
Cabe a mim ouvir o que o outro tem a dizer e fazer uma reflexão crítica sobre o que foi ouvido. Sem, necessariamente, dar minha opinião.
Se não der para respeitar o outro, não há convívio. Não adianta insistir em estar com essa pessoa porque não vai dar certo.
E assim vou evitando os conflitos e buscando a harmonia da minha vida. Procuro levar esses conceitos para tudo. É meio difícil colocá-los em prática. Mas, não impossível.

quinta-feira, abril 19, 2007

Sintomúsica

Impossível não sentir o prazer que me toma o corpo e faz ressaltar em minha aura um brilho de felicidade, emoção e alegria. Poder participar da cultura, interagir e apreciar todas as formas de arte é sensacional. Sem a preocupação de definir o que se pode considerar uma obra ou não. Ter a liberdade de senti-las todas e perceber o que delas toca em mim. Ver o que é e o que não é arte na minha concepção, no meu sentir.
Uma certeza que tenho é o quanto a música tem o dom de transformar o meu corpo, estremecer meus sentidos. Faz-me gritar por dentro e por fora o amor que tenho por essa arte, que tem a capacidade de me fazer transcender, ir além de tudo e estar certa de mim e do meu poder de sair por aí e expressar tudo o que sou, o que não sou e o que sinto disso tudo.

terça-feira, março 20, 2007

Salemar

Adoro salemar em ondas
Salemar no tranquilo e no plácido
Nas águas turvas ou azuis
De peixe, areia e alga

Salemar na natureza, sendo só natural
Deixar a brisa bater e fazer mexer

Tal qual a gente que também salema
Como um mar ora calmo ou turbulento
Absorvendo o aprendizado
Da beleza de salemar cada momento

Do seu jeito, cada um dia
O melhor daquele dia
Salemaria

sábado, março 17, 2007

Amor de mar

De ti, alguma coisa em mim se fez.
Há muito tempo já sei,
Que quando passo por ti,
Logo me sinto atraída.
E quero ir ao teu encontro
E deleitar-me no teu frescor.
Aproveitar tua maleabilidade e flexibilidade
Para sentir-me livre.
Admirar tua beleza.
Experimentar a energia do teu azul imenso,
Imergir e emergir no teu sal.
Onde quer que for
Respeitar tuas ondas
Sempre amar o mar.

segunda-feira, março 12, 2007

AAA (Ansiedade e Angústia Agudas)

Toda fase de transição é muito perturbadora. Não sabemos o que nos espera no momento seguinte, depois de mergulharmos de cabeça numa experiência não vivida até esse ponto da vida. Vários questionamentos assolam a cabeça, será que vai ser bom, o que me espera adiante, como devo proceder, não seria melhor não mudar...
Mas a vida é feita de mudanças, transformações e crescimento, amadurecimento. Ter medo do desconhecido é uma característica muito comum nos seres vivos de todas as espécies. A angústia de ver que não dá mais para ficar do jeito que se está acostumado e que é necessário uma mudança é muito grande. Afinal de contas, estar numa boa, com segurança e sem correr nenhum risco é um ótimo jeito de levar a vida. No entanto, dessa forma, caímos na mesmice e num conforto que, de uma forma ou de outra, torna-se desconfortante.
Então quando se cria coragem para mudar, dar o primeiro passo e ver o que vai acontecer, ficamos ansiosos para que aconteça algo logo. E ficamos perplexos ao perceber que nada muda de uma hora para outra. Que as tranaformações na vida são lentas, que se precisa de preparo para encarar essas transformações, que não adianta dar esse passo sem um planejamento prévio, porque elas não acontecem por acaso. Com excessão de um sortudo ou outro que nasceram "olhando pra lua".
Aí vem a frustração, por vezes desnecessária mas encômoda, porque você achava que era tudo fácil, só seguir os passos, uma receita básica, e tudo estaria ali, pronto pra você. Mas temos que lembrar que tudo o que acontece depende de outras coisas que estão acontecendo no mesmo tempo. Então não há como ter uma receita básica para se atingir objetivos mais abstratos do que fazer um bolo. E mesmo esse pode não sair tão bom, mesmo que siga a receita.
E se nos deixarmos levar pela ansiedade monstra que vem com esse processo, tudo ficará cada vez mais angustiante. Talvez, o melhor a ser feito, o que eu tento fazer, é manter a clama e tentar enxeregar a melhor possibilidade, e mais alcançável, para que viabilize uma boa mudança e faça melhor para mim. Tentar se enxergar na forma mais pura para fazer as escolhas certas, entendendo que cada coisa tem seu tempo e seu lugar na linha da história.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

E então...

Pessoas são assaltadas todos os dias. Pessoas matam outras pessoas para lhes roubar algo. A vida de quem morre por essas causas torna-se displicentemente banalizada.
Políticos perdidos não sabem, ou fingem que nada sabem, como resolver tais situações de violência. Apenas mostram interesse em "ganhar" mais dinheiro, tirando de onde for melhor para eles próprios, sem se preocupar com o povo. Há negociatas nacionais e internacionais, mas o fato é que o povo sempre sai perdendo.
Em tempos de insatisfação política e social, nada melhor que o carnaval para acalmar os ânimos.... Mortes, violência exacerbada, injustiças, desleixo não estão na pauta dos "assuntos bem vindos" para essa época. Pelo contrário, o que deve existir é um sorriso estampado no rosto (sem a necessidade de realmente sentir-se feliz), serpentina e confete às mãos. Só samba sem choro nem vela. E assim se vive uma utopia, o irreal. Não se resolve nada do que é real nessa época, e todos parecem estar de acordo com isso... Aproveita-se da melhor forma.
Viva os filhos do carnaval!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Satisfação

Olho grande
Corpo nú
Comi tudo

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Dias de paz - haikai 2

Mar manso
Marola boa
Ave no céu

Haikai 1


Reflexo de mim

Sombra da escuridão

Mais leve assim

Espelo D'Eu

Espelho meu espelha
Espelho teu espelha
Raios de Luz forte
Emana dos seres
Encontram-se na imensidão
Horizonte azul
Espelho do mar
O sol quente é a razão

quinta-feira, dezembro 14, 2006


LOVE, BABY, LOVE.............
Viver a vida
Viver o amor
Da vida
Amar viver
A vida com
amor
Amar alguém
Achar amor
Buscar amar
Todo o amor
Dessa vida
Que seja eterno
Enquanto dure

terça-feira, dezembro 12, 2006

Aqueles dias

Tem dias em que lembranças de bons momentos não saem da cabeça. De um momento especial, de troca de carinhos, do quanto uma música, um lugar ou uma pessoa te fazem sentir especial, um cheiro bem sentido. E de tanto ficar pensando, parece que revivemos os sentimentos daquilo. Uma loucuuuuuuura, uma viagem maravilhosa. Um presente da vida e da natureza. Ainda bem que somos assim e podemos reviver, viajar e sentir intensamente sem nos movimentarmos. É uma coisa mágica! Quem puder revivê-los, o faça sem pudor. Se não, guarde bem as lembranças e viaje sobre elas.
Ai, esses dias de bem viver...

terça-feira, novembro 21, 2006

3Minutos

Tempo máximo para as plaquetas
Tempo de coagulação
Tempo de 2 minutos e alguns segundos
Tempo meu
Tempo de coagulação
Tempo das minhas plaquetas
Tempo tempo tempo tempo tempo
Tempo vermelho de sangue
Tempo de cortar a pele com uma gilete
Tempo AI AI AI AI AI AI AI AI que tempo
Tempo de ardência e dor
Tempo de sentir na pele um corte
Tempo de sentir a superfície frágil
Fragilidade inerente ao ser

sexta-feira, novembro 17, 2006

VIDA

Eu amo
Você ama
E eles
PRESERVAM...
?????????
http://www.strasbourgcurieux.com/fourrure/

segunda-feira, novembro 13, 2006

VIVER

Uma vontade que me preenche
Me faz sentir a vida passar
Registrar a transpiração
Sobre a minha pele
Guerrear contra tudo
O que não queira
Meu bem viver
Até hoje venci
E posso dizer que
Vivo sim!!!!

Concentra arte

Um corpo que tem poder
Um corpo que pode transpirar dons
Ao concentrar numa meta, um pensamento
Realiza a vontade, o desejo
Por tamanha concentração
T R A N S C E N D E...
Dá vida a uma realidade diferente e interior
Exteriorizada pelos olhos daquele corpo
Magia repleta de satisfação real
Pura transcendência, manifestação
Uma força rara, limpa e invisível
Indizível a beleza desse momento

sexta-feira, outubro 20, 2006

P. E. V. S.

Vamos fazer um Partido em prol de uma vida mais simples?
Sem jogos de autoritarismo. Uma coisa realmente civilizada.
Viver por si e respeitando o outro, a diversidade,
saber honrar essa variedade,
olhar e enxergar o valor das diferenças.
Mais do que isso, valorizar mesmo a diferença e ver que
a vida é UM IMENSO E MULTITONAL ARCO-ÍRIS!!!!
E como isso É BELÍSSIMO!!!!

segunda-feira, outubro 02, 2006

A hipermodernidade e os robos

Certo dia recebi um e-mail muito engraçado. Falava do caos que é, ou melhor, que se tornou o cotidiano das pessoas. No corpo desse e-mail vinham enumeradas várias atividades que tomam as horas dos nossos dias. Acordar, escovar os dentes, fazer ginástica, tomar um bom café da manhã, estar no trabalho as 9.00, ler todos os jornais do dia para estar bem informada, ler as principais revistas semanais, escrever relatórios ou ir a reuniões importantes, dar atenção aos familiares, prestar atenção para que tenha uma alimentação saudável e com poucas calorias, ir ao dentista, ao psicólogo, fazer comida, administrar a casa, ligar para os amigos, tomar um chope ou ir ao aniversário do dia, ir ao supermercado e, principalmente, saber, exatamente, a escolha certa para as opções que são oferecidas (hoje em dia, há cada vez mais opções novas para tudo na vida e, mesmo assim, somos obrigados a escolher só uma, e de pronto). Muitas dessas “obrigações“ do cotidiano mostram-se desnecessárias, mas, mesmo assim, têm de ser feitas para ocupar todo o dia. Na maioria das vezes tornam-se obrigações devido ao interesse, por parte de empresas ou até do próprio governo, que se façam necessárias. Interesses econômicos e sociais que, através de intensa massificação de conceitos propagandistas e abuso do universo lúdico, são capazes de transformar as tarefas em necessidades diárias.
Vivemos em tempos de caos, mas, como define Gilles Lipovetsky, um caos organizador, onde todo o emaranhado de informações e de inúmeras imagens, que ofuscam a visão e confundem o cérebro, têm a finalidade de fomentar a hipermodernidade, a cultura do exagero. Esse termo surgiu pelo próprio filósofo francês, Lipovetsky, na década de 70, traduzindo a super potencialização dos conceitos construídos na modernidade. Tudo vira HIPER, hipermercado, hiperconsumo, hipertexto, hipercorpo, e urgente. As mudanças acontecem em ritmo esquizofrênico, tudo é efêmero, o que é novo, no segundo seguinte, fica ultrapassado.


Nesse contexto, em tempo esquizofrênico, é praticamente impossível exigirem, como é feito, que, desde pequena, uma pessoa já tenha predeterminado tudo o que quer fazer até ficar velha. Não dá para se acreditar que uma criança é capaz de definir a profissão que quer seguir, quantos filhos quer ter, enfim, determinar um plano de vida inteira sem ter experimentado e tomado ciência das possibilidades existentes.
Porém, a sociedade e nós mesmos, que aderimos as pressões psicoloógicas sociais, cobramos as decisões que temos que ter acertadas para dar um rumo para a nossa vida, mesmo que passemos por mudanças significativas no dia seguinte de termos decidido algo e acordarmos para novas idéias. Para os dias de hoje, hipermodernos, temos que querer querer em excesso, desejar o imaginado e não estarmos satisfeitos com o real, o paupável, as coisas que existem, para continuarmos desejando sempre.
Na verdade, esse eterno circuito de informações, imagens e pressões da hipermodernidade existem para nos deixar tontos, para que não usemos mais o raciocínio e funcionemos no impulso, sem pensar. E se não refletimos muito sobre o que nos é mostrado ou ofertado, estamos mais aptos a aceitar qualquer uma dessas coisas. Se essa hipótese for aceita, pode ser correto afirmar que nos tornamos bobos da corte sem perceber, que seguem um império de efemeridades, onde tudo o que é ofertado é aceito sem uma análise prévia do produto. Mais perigoso ainda, nos sentimos na obrigação de ter sempre uma decisão certa sobre todas as coisas, não podendo haver nenhuma flexibilidade quanto aos leques de opções da vida e nem tempo para pensar. Somos sempre induzidos a não pensar porque querem que aceitemos tudo o que nos é oferecido, que não tenhamos opinião, que tenhamos um dia HIPERlotado para cansar e não dizer nada do que não concordamos.
Mas ainda tem gente que briga para viver bem, sem aderir a esse circuito de pressão. É uma ótima opção para levar os dias da vida com calma, acreditar que todos os dias podem ser diferentes e que ainda se pode viver feliz assim. Ter um filho e não lhe obrigar a decidir sua vida 2 anos após seu nascimento. Saber que não saber

é uma ótima opção de vida. Não saber o que decidir, o que vai fazer todos os dias e descobrir quando estiver na hora. Enfim, não saber pode abrir os horizontes para outros saberes, outras descobertas.
Não ser um robô da vontade dos outros é muito mais prazeroso.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Soul riso no tempo

Sorriso de foto amarelado
Sorriso amarelado de tempo
Sorriso verdadeiramente sorrido
Simplesmente sentido
Livre, leve e solto
Expressão de timidez, vergonha, graça
Sentimento leve e puro de paz
Como que um vazio inebriasse a alma
Enchendo-a de alegria e riso
Sorrisos roubados ou ganhados
Apenas sorridos com vontade
Aproveitados na sua potencialidade
Prazer de verdade